FICHA 01
O PÊNDULO
vigilante
paradeiro: telhados
HARROW BAY · 1933 · SOB CHUVA
Um repórter. Uma máscara. Uma peça de latão que a cidade jura ser dona do tempo.
noir de investigação · pixel art · 4 casos · 4 finais
O CASO
Harrow Bay, 1933. A Depressão comeu o porto e deixou os ossos à mostra. No submundo circula o regulador — latão e vidro, arrancado do coração do grande relógio da torre. Quem o segura, diz a lenda, é dono do tempo: sente o ritmo de todas as coisas e enxerga o fio que liga um instante ao outro.
De dia, Walter Welles assina a página policial. De noite, veste a máscara do Pêndulo e segue a peça de mão em mão, do telhado ao esgoto. Cada caso o aproxima da origem do regulador — e a origem é a culpa dele.
Em 1929, um crime nas docas foi encoberto. Foi a caneta de um repórter jovem e faminto que assinou a mentira e destruiu o relojoeiro. A peça que ressurge agora desenterra o que ele soterrou.

O sobrenatural nunca é confirmado. Só ele vê o fio; ninguém mais reage a ele. O jogo não nega nem confirma — até a última cena. A narração é dele. E ele mente sem saber.
FICHA 01
O PÊNDULO
vigilante
paradeiro: telhados
FICHA 02
O ATIRADOR
pistoleiro de aluguel
paradeiro: onde pagarem
FICHA 03
O BRUTO
parede com pulso
paradeiro: docas
FICHA 04
O CAPANGA
estivador de Roark
paradeiro: folha de pagamento
Chamam de relógio. Como se o tempo coubesse na palma de um homem. Eu ri. Eu, que faço hora extra fingindo que durmo.

a trilha leva, caso a caso, de volta a ele.

A MARCA
Sem remetente. Dentro, um único ponteiro de relógio. É a sina do dono do tempo: quem herda a peça herda a mira — sempre vem um próximo faminto cobrar o trono.
No primeiro caso, o envelope chega para outro homem, e o Pêndulo vê de cima, sem entender. Fica plantado o jogo inteiro. Se ele guardar a peça no fim, o mesmo envelope chega — para ele.
OS FINAIS
Na torre do relógio, o Pêndulo vence Roark — e Roark joga a verdade de 1929 na cara dele, e entrega a peça. O jogo cobra dois gestos.
gesto 1 — o homem
gesto 2 — a peça
quatro finais
matar · quebrar
Desfez a própria lenda e matou a única testemunha. Poder nenhum — e mesmo assim, assassino por uma mentira. Nenhum envelope vem.
matar · guardar
Vira exatamente os homens que a peça destruiu: rei paranoico do submundo, sangue nas mãos. O ciclo se fecha nele. Chega o envelope.
chega o envelope
poupar · quebrar
Arranca toda ilusão, a dele inclusive. Sem poder, sem vingança — só a verdade, agora aberta. O final mais honesto.
poupar · guardar
A peça de pé, o homem vivo, o mito crescendo. O narrador não-confiável vence. Chega o envelope.
chega o envelope
O grande relógio dá uma batida. Ou parece dar. O jogo nunca confirma se a peça foi alguma coisa.
